O Guerreiro caminhava lentamente. Seu olhar era lento. Assim como lento estava todo seu ser. A lentidão do tempo ironizava ainda mais sua vida. Peregrinação. Busca? Qual era seu objetivo naquela estrada ilusória da vida não material. Não? A matéria era a base de tudo. A matéria segurava seu alterego, lá, distante no outro mundo e coladamente próximo: o universo paralelo. Ação. Reação.
Lentamente sua compreensão do infinito estava cada vez mais estática.
"A ponte flutuante do céu"; simboliza o elo entre os reinos espiritual e material da existência.
domingo, 19 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A reconciliação
O guerreiro partiu novamente. Depois de uma breve pausa, para que seu alter-ego pudesse tentar entender alguns pontos cintilantes em seu universo pessoal, resolvendo suas tempestades solares mentais, entre chuvas de meteoritos e gases tóxicos de um cometa qualquer.
A jornada continuava.
Seu caminho, após o descanso, estava mais nítido. Não havia tanta névoa perturbando seu olhar. Pensava em quantos passos daria para chegar à incerteza novamente. Tudo dependia de seu outro eu. "Ah.. esse louco universo paralelo", pensava constantemente. Ele até que gostaria de ser único, tomar suas decisões a partir de seus próprios atos. Mas uma co-existência entre universos paralelos nunca é totalmente harmônica, se um dos lados ainda não havia se encontrado.
O Guerreiro sabia que deveria procurar a paz, porque era seu destino. A procura era seu caminho. Mas econtrar de fato, somente no tempo que seu outro eu se alinhasse.
Alinhamento complicado.
Mundos diferentes e complicados.
O mundo de um é o sonho de outro. E o de outro, é um sonho. Mas qual é real?
Nem o guerreiro, nem ELE, seu alter-ego, sabia.
O Guerreiro sonhava com o dia de poder encontrar ELE. Mas só sonhava, pois já havia aprendido que sonho que se sonha só, é apenas um sonho.
...
Parou, pensou mais, refletiu.
...
Parou de pensar.
...
Nada na mente. "É do caminhar que preciso, e não do pensamento", analisou.
...
Assim, vazio, caminhou durante dias.
(Edson Egilio - 14/12/2010)
A jornada continuava.
Seu caminho, após o descanso, estava mais nítido. Não havia tanta névoa perturbando seu olhar. Pensava em quantos passos daria para chegar à incerteza novamente. Tudo dependia de seu outro eu. "Ah.. esse louco universo paralelo", pensava constantemente. Ele até que gostaria de ser único, tomar suas decisões a partir de seus próprios atos. Mas uma co-existência entre universos paralelos nunca é totalmente harmônica, se um dos lados ainda não havia se encontrado.
O Guerreiro sabia que deveria procurar a paz, porque era seu destino. A procura era seu caminho. Mas econtrar de fato, somente no tempo que seu outro eu se alinhasse.
Alinhamento complicado.
Mundos diferentes e complicados.
O mundo de um é o sonho de outro. E o de outro, é um sonho. Mas qual é real?
Nem o guerreiro, nem ELE, seu alter-ego, sabia.
O Guerreiro sonhava com o dia de poder encontrar ELE. Mas só sonhava, pois já havia aprendido que sonho que se sonha só, é apenas um sonho.
...
Parou, pensou mais, refletiu.
...
Parou de pensar.
...
Nada na mente. "É do caminhar que preciso, e não do pensamento", analisou.
...
Assim, vazio, caminhou durante dias.
(Edson Egilio - 14/12/2010)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Diário dos 21 Dias – Dia 18, 19, 20 e 21
O ventou soprou quente. O ar, trazendo consigo minúsculas partículas borbulhantes, fez a poeira levantar, sacudiu o que se via e o não era para ser visto. Fez estragos.
Consumiu-se o fato em si. A obra em si. De verdades inteiras a fatos obscuros, tudo foi se misturando.
Ainda falta muito para que tudo volte ao normal. Normal esse que não se sabe qual é, mas que existe de fato. Uma normalidade para cada ser anormal.
Yin e Yang. As forças opostas da natureza me alimentam. Lutam e brincam com os átomos e elétrons do meu ser, que sou, que fui, que serei.
O guerreiro sempre esteve comigo. Sempre me abençoou. Meu alter-ego que quer destruir seu próprio ego. É nele que confio.
(3, 4, 5 e 6/12)
Consumiu-se o fato em si. A obra em si. De verdades inteiras a fatos obscuros, tudo foi se misturando.
Ainda falta muito para que tudo volte ao normal. Normal esse que não se sabe qual é, mas que existe de fato. Uma normalidade para cada ser anormal.
Yin e Yang. As forças opostas da natureza me alimentam. Lutam e brincam com os átomos e elétrons do meu ser, que sou, que fui, que serei.
O guerreiro sempre esteve comigo. Sempre me abençoou. Meu alter-ego que quer destruir seu próprio ego. É nele que confio.
(3, 4, 5 e 6/12)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Diário dos 21 Dias – Dia 14, 15, 16 e 17
No ponto mais alto alcançado até agora, na grande escalada de minha própria essência, percorrendo caminhos nunca antes trilhados... parei... debrucei sobre a grande pedra dos meus pensamentos, tentei escutar algo, receber um sinal.
Fui de encontro a tudo que eu queria, pois eu não estava lá. Era somente um espírito-forma, sem pretenções nesta ou em qualquer outra dimensão.
O vento frio cortou meus lábios já mudos, fechados. Mudados, descompensados de tanto falar. Mas agora mudo, eu mudo. Da mesma forma que encontro dois sentidos possíveis para a mesma palavra, eu me encontro na dualidade do ser e existir, do querer e perder, do amar e odiar, do sonhar e acordar, do sorrir e sofrer.
Ah, quanto tempo perdido nesses anos todos em que não podia enxergar o obscuro passado que povoa meu inconsciente e para o qual, ás vezes, eu peço arrego.
Mas tenho que continuar.
Minha mente está ativa, pró-ativa, ativa-passiva, em atividade.
(29,30/11 e 1,2/12)
Fui de encontro a tudo que eu queria, pois eu não estava lá. Era somente um espírito-forma, sem pretenções nesta ou em qualquer outra dimensão.
O vento frio cortou meus lábios já mudos, fechados. Mudados, descompensados de tanto falar. Mas agora mudo, eu mudo. Da mesma forma que encontro dois sentidos possíveis para a mesma palavra, eu me encontro na dualidade do ser e existir, do querer e perder, do amar e odiar, do sonhar e acordar, do sorrir e sofrer.
Ah, quanto tempo perdido nesses anos todos em que não podia enxergar o obscuro passado que povoa meu inconsciente e para o qual, ás vezes, eu peço arrego.
Mas tenho que continuar.
Minha mente está ativa, pró-ativa, ativa-passiva, em atividade.
(29,30/11 e 1,2/12)
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